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Maltaria da Ambev começa a ser construída em setembro
No final do mês que vem, serão iniciadas as obras de uma maltaria da empresa no município de Passo Fundo (RS).
Com investimento de R$ 213 milhões e produção inicial estimada em 110 mil toneladas de malte, a nova planta atenderá à demanda das unidades da Ambev no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo. Apenas na área de construção civil serão gerados 800 empregos diretos e indiretos para levantar os pavilhões e equipar a planta, projetada para ser a maior do gênero no País. A expectativa é de que a fábrica entre em funcionamento em 2012.
Os produtores rurais da região, que concentram 1/3 da cultura de cevada gaúcha, também já estão se preparando para ampliar as áreas de cultivo da principal matéria-prima do malte. Com garantia de compra pela empresa, a expectativa é dobrar a área de produção em 2012, atualmente de 20 mil hectares na região.
Classe C lidera refeições fora do lar
Uma pesquisa realizada no segundo trimestre pelo Data Popular revela que com a ampliação do mercado de trabalho, os brasileiros passaram a gastar mais com alimentação fora de casa.
O estudo mostra que a Classe C é a que mais contribui para o contingente de pessoas que realiza algum tipo de refeição fora do lar. Do total de brasileiros que se alimentam fora de casa, 54,6% são da classe C, 24% da classe DE e 19,4% da classe AB.
A pesquisa revela também que, entre o público da classe C acostumado a comer fora de casa, 68,1% almoça na rua. A segunda refeição mais comum para esse público é o lanche, citado por 57,2% dos entrevistados. Em terceiro lugar aparece o jantar fora de casa, comum para 28,7% desse público.
Entre os entrevistados, 46,1% jantam fora de casa por lazer e 25,2% pelo desejo de saborear pratos diferenciados. Já a comodidade de não ter de cozinhar e a economia de tempo são apontadas por 8,9% e 4,3%, das pessoas.
Associação quer acabar com imposto sobre pães
Medida, que pode reduzir o preço do produto, é defendida pela Abip (Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria). “Não é razoável que um produto básico, como o pão, seja taxado. A tributação, aliás, é uma das razões pela qual o consumo brasileiro de pães seja tão acanhado”, afirma Alexandre Pereira, presidente da Abip.
Segundo a entidade, o consumo per capta do produto no Brasil é de 33,5 quilos/ano, bem inferior aos 60 quilos recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A Abip tem realizado reuniões técnicas para discutir o assunto, e também prestado apoio a dois projetos de lei que propõem a desoneração, um deles em andamento no Senado e outro na Câmara dos Deputados.
Caso aprovadas, as medidas acabarão com o imposto que incide sobre pães, pamonhas, broas, pão francês e demais produtos da panificação feitos de farináceos, inclusive fubá, polvilho e similares. “A desoneração dos pães e a decorrente redução de preços vai beneficiar as camadas menos favorecidas da população, além de impulsionar a atividade econômica”, completa o presidente da Abip.
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